Parece que Durão Barroso está a digerir mal o prato do dia na Assembleia da República. A sobremesa ainda não foi servida hoje... Esperamos ansiosos!
«Francisco Louçã acusou o Governo de favorecer o grupo Carlyle na privatização da Galp e do banco do Estado, Caixa Geral de Depósitos, estar a ser o financiador dessa operação. Ao PortugalDiário, já no final do debate, o deputado atacou o que diz ser a «negociata do ano»: «Valentim Loureiro é um aprendiz de carpinteiro face a este negócio».
No plenário, o líder do Bloco de Esquerda atacou: «O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, é o representante do Grupo Carlyle em Portugal, grupo que, segundo o Wall Street Journal é o gestor de negócios de Bin Laden no Ocidente». Como se explica então que tenha sido enviado como representante do Estado português a cerimónias no estrangeiros?, quis saber.
Louçã insistiu junto de Durão Barroso sobre o favorecimento «negocista» do Governo ao Grupo Carlyle na operação de privatização da Galp. E perguntou ainda se a Caixa Geral de Depósitos é ou não financiadora desta operação.
O primeiro-ministro respondeu de forma indignada e com fortes acusações a Francisco Louçã. «O senhor está constantemente a lançar insinuações e calúnias. Se sabe desse favorecimento por parte de algum membro do Governo que o prove», afirmou.
«Se não o provar está a mentir no Parlamento e a enlamear a democracia». E atacou o deputado na mesma moeda: «Mas pergunto-lhe o senhor trabalha para quem?».
«Quando não tem argumentos responde com insultos e indignação. O senhor tem de dar respostas no Parlamento e não faltar ao respeito», respondeu Louçã.
Perante os gritos do ministro da Defesa, Paulo Portas, que se mostrava fortemente irritado, e de toda a bancada da maioria, Louçã disse que não eram os gritos que o impediam de falar.
O fim do tempo para a interpelação bloquista acalmou as bancadas. O debate prosseguiu - sobre a Europa. »